| |  | |  | | | Bem vindo ao guia de esportes ao ar livre! Saiba mais sobre seu esporte favorito clicando em um dos links abaixo. | |  | |  | Tanto em Olimpíadas quanto em Jogos Pan-Americanos, o atletismo é o esporte que mais rendeu medalhas para o Brasil e levou ao pódio Adhemar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz, João Carlos de Oliveira, Nélson Prudêncio, José Telles da Conceição e Róbson Caetano, entre outros astros. De tanto ouvir o Hino Nacional e acompanhar a emoção dos atletas pela televisão, os brasileiros desenvolveram um carinho todo especial por essa forma de testar os limites humanos, o esporte organizado mais antigo de que se tem notícia, nascido na Grécia Antiga. Sem falar que os primeiros contatos com saltos em altura e distância, arremessos e corrida já começam na infância, com aulas de Educação Física e brincadeiras no pátio da escola. Aqueles interessados em mergulhar nos treinos devem procurar um clube, uma entidade com pista própria e ou buscar orientação de profissional de uma assessoria esportiva, que utilize espaços abertos, como parques e praças. Conheça algumas modalidades do atletismo: Velocidade Prova de pista, tem até 400 metros. Pode ser corrida rasa ou com obstáculos e exige excelente preparo físico. Revezamento São corridas entre equipes de quatro atletas que devem cumprir, cada um, uma quarta parte do percurso. Ao cumprir a sua missão, o corredor passa um bastão (chamado de testemunha) ao companheiro, que continua o desafio. Há dois tipos de revezamento: 4 x 100m e 4 x 400 m. O momento da passagem do bastão é indicado por marcas na pista. Os diferenciais são precisão e habilidade para passar o bastão. Meio-fundo A corrida varia de 800 metros a 1500 metros rasos. A técnica e a capacidade de recuperação de fôlego são bastantes trabalhadas pelo atleta. Fundo ou longa distância A corrida tem três modalidades – 5000 metros, 10000 metros e 42195 metros (a famosa maratona). Resistência é essencial para completar o percurso. Corrida com obstáculos De influência hípica, esta prova foi introduzida nos Jogos Olímpicos de Paris, em 1900. A distância é de 3000 metros tanto para homens quanto para mulheres e inclui quatro obstáculos secos e um obstáculo do fosso a cada volta da pista. O final é o grande momento, quando o competidor deve transpor um obstáculo e saltar o fosso de 3m55 de comprimento. Corrida com barreiras As pistas têm barreiras nas distâncias de 100, 110 e 400 metros. Dominar a técnica é importante, pois o ritmo não pode ser quebrado, senão compromete o equilíbrio e a combinação entre a corrida e o salto. O atleta até pode derrubar todos os obstáculos, pois ganha quem chegar primeiro. Arremesso de peso Os atletas arremessam uma bola de metal à máxima distância. Arremesso de dardo O dardo é uma lança curta com ponta metálica. Nas provas masculinas, pesa cerca de 800 gramas e o comprimento fica entre 2m60 e 2m70, com diâmetro de até 3 centímetros. Nas provas femininas, pesa cerca de 600 gramas, o comprimento varia de 2m20 a 2m30, e o diâmetro não excede 2cm25. O dardo precisa cair de ponta. Arremesso de martelo O martelo consiste em uma bola pesada fixada em um arame metálico com uma empunhadeira na extremidade. Atualmente, pesa 4 quilos e seu lançamento é lateral, mais freqüentemente depois de três ou quatro rotações. Arremesso de disco Invenção dos gregos antigos, o disco é um prato com centro e borda de metal que se arremessa de um círculo. A peça pesa 2 quilos na prova masculina e 1 quilo na feminina. O atleta firma o disco convexo e entre os dedos e o antebraço, dá um giro no próprio eixo e faz o lançamento. Salto em distância A modalidade figurou nos Jogos Olímpicos de 708 a.C. como parte do Pentatlo. Em 1860, ganhou seu regulamento: o levantar-vôo tinha que ser feito 20 centímetros afastado da tábua dentro da marca de saibro. Até 1920, a técnica tinha as pernas dobradas embaixo do corpo imediatamente após a “decolagem” e estendidas abaixo do corpo novamente para “aterrisagem”. Entre 1922 e 1927, o americano William De Hart Hubbard, primeiro campeão olímpico negro, introduziu um movimento das pernas no ar. A primeira competição de salto em distância feminina foi nos Estados Unidos em 1895. Salto com vara Criado pelos gregos para saltar sobre touros e praticados pelos celtas em desafios, o esporte teve a primeira competição esportiva por volta de 1775 na Alemanha. Em 1889, os americanos inventaram a técnica de reverter as pernas para cima. Uma década depois, bambus foram usados pela primeira vez e as varas de alumínio e aço chegaram em 1957, levando atletas a marcas como 4m80. Nessa época, colchões de aterrisagem já faziam parte do show. A vara de fibra de vidro, que permitiu maior flexão e revolucionou a técnica de saltar, foi adotada a partir dos anos 60. Salto triplo A criação do estilo que soma três saltos em ação contínua é atribuída aos celtas, mas a regularização só chegou no fim do século 19, na Irlanda. No início, era vôo-vôo-salto, mas após 1900 a técnica passou para vôo-passo-salto. Salto em altura O salto em altura teve a sua primeira competição registrada na Inglaterra, em 1840, e as regras foram estabelecidas 25 anos depois. Cada competidor tem três saltos em cada medida e a barra não sobe se for derrubada. A altura de 1m83 foi registrada pela primeira vez pelo britânico Marshall Brooks, em que usou a técnica de saltar com o pé na frente. As tesouras apareceram com o americano William Page no mesmo ano e foram acompanhadas do atalho oriental, de autoria do americano Michael Sweeney. George Horine foi o primeiro a saltar 2 metros usando o girar oriental. Até 1936, as regras diziam que a barra tinha de ser atravessada com um pé primeiro. Em 1941, Lester Steers, dos Estados Unidos, iniciou o estilo de cabeça, atingindo 2m11. Em 1968, o americano Dick Fosbury inventou o flop, salto atrasado e possível por causa da aterrissagem no colchão. O estilo foi adotado pelos grandes saltadores em 1978. Marcha Atlética Popular sobretudo nos Estados Unidos e na Europa, a marcha atlética nasceu nos séculos 12 e 13 na Inglaterra. Hoje, as provas oscilam entre 1,5 quilômetro e 50 quilômetros. Heptatlo Primeiro evento combinado para mulheres, o pentatlo estreou na Alemanha, em 1928. São necessários dois dias para cumprir as provas de heptatlo – 100 metros com barreiras, lançamento de peso, salto em altura e 200 metros rasos no primeiro dia e salto em distância, lançamento de dardo e 800 metros rasos no segundo. Decatlo Evento combinado para atletas masculinos, tem dez provas executadas em dois dias: corridas rasas de 100 metros, 400 metros e 1500 metros, corrida com barreiras de 110 metros, lançamento de disco, peso e dardo e salto em altura, distância e com vara. O ciclismo é o nome comum das atividades esportivas que utilizam a bicicleta, e pedalar é uma das maneiras de se exercitar com menos contra-indicações. Mas é importante lembrar que existe um abismo entre o ciclista amador e o profissional, aquele com condições de se aventurar nas provas de estrada, como o Tour de France e o Giro D´Itália. Os melhores resultados são conquistados a partir de metas estabelecidas para longo prazo, reduzindo riscos de lesões e acidentes. Cheia de história, a bicicleta é considerada o primeiro veículo mecânico pra transporte individual e foi criada pelo conde francês J.H de Civrac, em 1791. Na época de sua invenção, a bicicleta recebeu o nome de celerífero, só se deslocava em linha reta e era bastante rudimentar, mas bastou para dar a largada uma série de projetos e evoluções técnicas até chegar ao conceito visto hoje em ação. Com grande variedade de modelos sempre bate aquela dúvida sobre qual bicicleta comprar. A primeira regra é testar várias e não se deixar seduzir pela mais barata, mesmo que a intenção seja “melhorar” o produto com peças de alto padrão num segundo momento – não funciona. O melhor é investir numa marca reconhecida por não abrir mão de tecnologia e qualidade, ainda que não seja uma Ferrari. O tamanho precisa ser compatível com o usuário para não se tornar desconfortável. Os acessórios obrigatórios são refletores dianteiro, traseiro, de rodas e de pedais, campainha para alertar pedestres e espelho retrovisor. É bom usar óculos com lentes e armação de alta resistência a impactos, boné ou chapéu bem ventilados e firmes na cabeça, luvas com ajuste perfeito e acolchoadas na palma e capacete próprio para a modalidade para ser visto por motoristas e motociclistas, deve-se evitar roupas escuras, opacas ou camufladas. Quanto aos riscos na rua a maioria dos ciclistas pedala sem sofrer acidentes. Quando há incidentes com carros e motos, mais da metade é provocada pelo sujeito que está na bicicleta. As imprudências mais comuns são andar na contramão, não parar em cruzamentos, esquinas e saídas de estacionamentos, desafiar carros, motos e ônibus, pedalar muito perto do meio-fio, olhar para trás e se distrair com a música do Walkman. Parques e ruas paulistanas lotam de corredores todos os dias. Em geral são pessoas que não suportam ficar trancadas em academias e buscam nessa atividade mais do que queimar calorias. Elas querem melhorar o condicionamento físico em contato com a natureza. Não saia treinando sem a avaliação de um profissional, ainda mais se você não se mexe há algum tempo. Assessorias esportivas que trabalham ao ar livre podem ajudar a montar planilhas e acompanhar treinos. Antes e depois da corrida, é fundamental fazer um alongamento caprichado. Para aumentar a força e a resistência, os especialistas recomendam musculação três vezes por semana. Aí é começar devagarzinho, sem grandes pretensões de distância, e aumentar o percurso aos poucos. Tudo sem jamais deixar de ouvir o corpo quando ele pede uma trégua. Como normalmente é um esporte individual e solitário, por que não convidar um amigo ou uma amiga – ou vários deles – para se juntar à experiência? É uma estratégia de motivação, e há alguns grupos que se encontram simplesmente para bater perna por aí. Criar uma rotina ajuda no hábito e o organismo agradece. Mas atenção: não corra todos os dias, no máximo quatro vezes por semana, para não sofrer lesões por falta de descanso. Se preferir a rua aos parques, vá à contramão, prestando atenção nos carros, buracos e desníveis. Saltite no mesmo lugar se o farol interromper o seu ritmo, para não diminuir a freqüência cardíaca. Se sentir aquela dorzinha no abdome, é normal. O desconforto se chama flato e aparese se o diafragma não está acostumado co a prática. Com a melhora do condicionamento, ele passa. Para evitá-lo no início dos treinos, não mude bruscamente de velocidade. Comece troteando levemente, corra numa velocidade em que seu corpo não sofra e baixe o ritmo aos poucos até voltar a trotear. Lembre-se de que mais velocidade não quer dizer melhor desempenho. Manter o ritmo constante, ainda que mais lentamente traz resultados. Febre nacional – ainda mais em ano de Copa do Mundo, - o futebol é um esporte que envolve competição, adrenalina, fortalecimento muscular e aumento da capacidade física. Não exige grandes investimentos, bastam uma boa chuteira e uma bola. Além disso, pode ser praticado em muitos espaços ao ar livre, como parques, quadras e campos exclusivos. Lesões nas articulações e na musculatura da perna podem ocorrer, principalmente em fotadores de fim de semana. O ideal é procurar um profissional para orientar a prática, caso o esportista queira se dedicar à modalidade, e organizar os treinos pelo menos duas vezes por semana, com aulas de condicionamento físico cerca de três vezes por semana. Se for hobby, então é melhor pegar leve num joguinho sem grandes pretensões com os amigos. A habilidade com a bola vem da infância, tanto em meninos quanto em meninas – sim, elas estão dominando o campinho. Outro ponto forte do futebol é que ele já começa a ser estimulado na escola, e isso acaba proporcionando uma intimidade da garotada com esse esporte. Quem realmente se dedica pode queimar de 450 a 600 calorias por hora de atividade. O futebol tem história polêmica e contraditória. Segundo o livro Futebol Regras e Comentários, de Orlando Duarte, pesquisadores ligam suas origens à China de 2600 a.C., onde se praticava o kemari, com oito jogadores em campo quadrado e bola recheada de cabelos, mas isso e outra história. Sabe-se que o esporte se organizou de foto no século 19 na Inglaterra, com a ciração do árbitro, do apito, das equipes com 11 jogadores, do compo com dimensões definidas, do pênalti e de outras regras, além do clube, o Sheffield, em 1855, no condado de York. No Brasil, foi oficialmente introduzido no final do século 19 por Charles Miller, paulistano do Brás que estudava na Inglaterra. Da Europa, ele trouxe bolas, calções, chuteiras e outros apetrechos. Na São Paulo de hoje, é comum a prática do futebol society, ou futebol sete, havendo uma variedade de quadras para locação, como a Play Ball. Condicionamento físico, agilidade, coordenação motora e espírito de equipe são os principais benefícios oferecidos a quem optar pela prática do vôlei, seja nas quadras, na areia ou nas rodinhas informais em clube e parques. Para trocar passes, não é preciso muita coisa – basta um grupo de pessoas animadas e uma bola. Quem treina com freqüência e pensa em se tornar profissional tem de prestar atenção em lesões nos joelhos, braços, tornozelos e ombros; por isso, a prática do esporte precisa de orientação profissional. O gasto calórico médio por hora pode chegar a 400 calorias, mas é claro que a queima de gorduras vai depender de sexo, idade, metabolismo e intensidade do jogo. Quase não tem contra-indicações e pode ser praticado por pessoas de diversas faixas etárias e ambos os sexos. Filhote do basquete O americano William G. Morgan é o pai do vôlei, esporte que nasceu em 1895 com o nome de minonette. Ele era diretor da Educação Física da Associação Cristã de Moços na cidade de Holyoke, em Massachusetts, e, na época, a febre esportiva era o basquete, criado quatro anos antes e rapidamente difundido pelos Estados Unidos. Como a bola é pesada e corre-se muito, o basquete exigia demais de crianças e gente sem tanto condicionamento. Morgan inovou colocando no meio da quadra uma rede semelhante à usada nas partidas de tênis. Os jogadores usavam uma câmara de bola de basquete para arremessar a bola de um lado para outro. O diretor da ACM logo solicitou à empresa A.G. Spalding & Brothers a fabricação de um acessório mais leve. Um ano depois, numa conferência no Springfield´s College, duas equipes de Holyoke fizeram uma demonstração e o esporte ganhou novos adeptos. O nome também mudou por essa época para volley ball. Em 1900, a modalidade atravessou a fronteira para o Canadá, passando em seguida para outros países. O primeiro campeonato sul-americano aconteceu no ginásio do Fluminense, no Rio, entre 12 a 22 de setembro de 1951, com o Brasil vencendo no masculino e no feminino. Em setembro de 1962, a modalidade virou esporte olímpico. Dinâmico e completo, o basquete é um esporte que exige força muscular, pensamento rápido e agilidade com a bola. Por isso, é importante para desenvolver coordenação motora e concentração. Além disso, por ser uma modalidade coletiva, promove a sociabilidade e o espírito de equipe. Pode ser praticado em diversos espaços abertos, como praças, parques, escolas e clubes. As lesões de tornozelos, dedos, joelhos, cotovelos e ombros são as mais comuns quando se joga com muita intensidade e não se tem o hábito de praticar a atividade com freqüência. Quem é atleta de fim de semana deve evitar jogos que sejam mais do que recreação, pois não se deve abusar do coração e dos músculos sem o devido prepara físico. Neste caso, é melhor formar grupos de amigos e partir para as quadras dos parques públicos, como o Ibirapuera, o Aclimação e o Villa-Lobos. Se o objetivo do esportista é eliminar gordura, o basquete é uma boa opção. Até porque garante ganho de massa muscular, também é importante para manter a boa forma. Calcula-se que sejam gastos entre 500 e 800 calorias em uma hora. O processo para se toranr um hábil jogador, no entanto, exige paciência e dedicação. O bom é que homens e mulheres podem começar a praticar a partir dos 7 anos de idade. No Centro de Formação Esportiva Janeth Arcain, em Santo André, a equipe da atleta trabalha em um projeto social com crianças de 7 a 13 anos. Foi nos Estados Unidos que o basquete nasceu, mais precisamente em Masachussets, em dezembro de 1891. O objetivo era tornar mais dinâmicas as aulas de ginástica da Associação Cristã de Moços de Springfield, que não podiam acontecer na rua por causa do inverno no Hemisfério Norte. O professor canadense James Naismith foi convocado pelo diretor Luther Gullick para desenvolver uma atividade menos agressiva que o futebol americano. Naismith tinha mais um desafio: o jogo tinha que ser praticado também na rua durante o verão. O canadense chegou ao conceito de cesta de basquete a partir de dois cestos de pêssegos martelados em duas pilastras. Depois, ele criou 13 regras eas explicou a 18 alunos, e a modalidade virou esporte olímpico em Berlim, em 1936. Apesar de ter raízes no século 15, o tênis como conhecemos hoje começou a se organizar na Inglaterra do século 19. Conta-se que, em 1873, um major chamado Walter Wingfield distribuiu raquetes e bolas aos convidados de uma recepção em sua propriedade. O anfitrião queria que os presentes se divertissem jogando o que chamo de lawn tênis – ou tênis de gramado. Atualmente, o esporte é disputado individualmente, com um jogador de cada lado, ou em duplas, em quadras de saibro, argila, material sintético e grama de clubes, parques, condomínios e escolas que oferecem espaços especiais para locação. Ao Brasil, o tênis chegou no final do século 19, trazido por ingleses. Hoje, a atividade é uma das mais difundidas em todo o território nacional. Em 1997, tomou ainda mais impulso por conta do sucesso de Gustavo Kuerten nas quadras de saibro de Roland Garros, quando o catarinense derrotou o espanhol Sergi Bruguera e venceu o campeonato francês. Guga virou ídolo nacional, conquistanto não apenas mais títulos importantes, mas também uma legião de fãs dentro e fora do país. Em 2000, ele terminou a temporada como número 1 do ranking e se manteve no topo durante 20 semanas. Esporte exige do físico e da mente Praticado por homens e mulheres a partir dos 4 anos de idade, o jogo é um excelente exercício para trabalhar coordenação motora, concentração, respiração, velocidade, resistência e músculos de pernas e braços. Exige muita disciplina daqueles que se dedicam a aulas e treinos, mas também é uma atividade perfeita para recreação entre amigos, utilizando apenas raquetes e bolinhas. São Paulo tem uma variedade de parques com quadras públicas de tênis, além de academias especializadas, como a do tenista Mauro Menezes, que já trabalhou com feras do esporte, como Fernando Meligeni, e dá aulas em sua escola própria. Esporte completo, a natação é recomendada inclusive por médicos e fisioterapeutas, já que trabalha músculos, respiração e coordenação motora, não agride articulações e ainda proporciona bem estar. Sem falar no gasto energético, que pode chegar a 600 calorias por hora. Há quatro estilos: crawl, costas, peito e borboleta. O crawl é o primeiro a ser ensinado. Praticado de barriga para baixo, com batimento de pernas e braços alternados. A respiração acompanha as braçadas e ajuda na melhora da resistência física. Já o nado de costas é de barriga para cima, exercitando principalmente a musculatura do peito, dos braços, da barriga e do bumbum. O batimento de perna é quase igual ao crawl, mas o impulso é de baixo para cima forçando também a porção anterior das coxas. Pólo aquático Também chamado de futebol da água, o pólo nasceu no fim do século 19 na Grã-Bretanha. Em competições, o esporte é disputado com dois times de sete jogadores, sendo um deles o goleiro. Informalmente, pode ser jogado por mais ou menos pessoas. O importante é ter o gol, a bola, uma piscina e pessoas dispostas a se divertir. Partidas oficiais pedem piscinas com 30 metros de comprimento por 20 metros de largura com profundidade mínima de 2, 10 metros. Apenas o goleiro tem permissão para segurar a bola com as duas mãos e nenhum time pode ficar mais do que 45 segundos sem arremessá-la a gol. Como não jogam de camiseta, as equipes são identificadas pelos gorros. É uma atividade que exige agilidade, concentração e espírito de equipe e trabalha músculos, respiração e coordenação motora. Salto ornamental Prática derivada da natação e da ginástica, o salto ornamental é uma modalidade olímpica para pessoas bastante ágeis e corajosas para enfrentar o tranpolim de 3 metros e a plataforma de 10 metros. “O ideal é que o aluno comece a praticar entre 8 e 12 anos. O pré-requisito básico é ter condições de saltar sem se afogar, até porque os tanques têm cinco metro de profundidade”, diz a professora de educação física Cristina Guimarães, treinadora do Clube Pinheiros (aberto apenas para sócios). Praticantes de ginástica artística levam bastante vantagem na hora de aprender os movimentos, afirma ela. “Também é importante não ter medo”. Nado sincronizado A popularidade desta prática exclusivamente feminina chegou com o filme Escola de Sereias, de 1945, e foi reforçado pela apresentação da equipe americana nos jogos de Helsique, em 1952, quando atletas mostraram movimentos ousados. Como modalidade olímpica, só estreou em 1984, em Los Angeles. Na ocasião, o Brasil já tinha atletas de alto nível, graças à iniciativa da nadadora Maria Lenk, e as irmãs Paula e Tessa Carvalho terminaram na 13ª colocação. Paula ainda conseguiu o 11° lugar no individual. A modalidade vem conquistanto admiradores no país todo e suas equipes mantêm a liderança na América do Sul. As primeiras aulas consistem em flutuações, formações de estrelas, cambalhotas simples e coreografias. Se quiser experimentar o estilo, não é obrigatório nadar perfeitamente, desde que se consiga boiar, se deslocar e bater pernas. “Tenho alunas de 6, 7 anos”, diz a professora de educação física Meico Fugita, uma das principais formadoras de atletas na capital paulista. “O importante é a aluna ter autonomia na água, porque o tanque tem até cinco metros de profundidade, e a mãe não pode ter pressa”, diz ela, que dá aulas no Conjunto Aquático Caio Pompeu de Toledo. Nas competições, não é permitido tocar o fundo nem as bordas das piscinas. Em duplas, as coreografias são, como o nome sugere, sincronizadas e cumprem uma série de exercícios obrigatórios. Ritmo, flexibilidade, coordenação motora, resistência respiratória e concentração são apenas alguns dos benefícios adquiridos. De alto risco para pessoas sem preparao e seguras para aqueles que utilizam equipamento correto e seguem instruções de monitores. Assim são as modalidades esportivas de aventura. Trekking, corrida de aventura, escalada, rapel e montanhismo são atividades que conquistam cada vez mais adeptos de diferentes faixas etárias em busca não apenas de adrenalina e força muscular, mas também de muito contato co a natureza e desafios para aprender a lidar melhor com estresse e imprevistos. Nos arredores de São Paulo, há diversos locais onde esses esportes podem ser praticados, mas é bom se preparar, buscar orientação e treinar bastante antes de sair subindo e descendo paredes. “Na escalada, dá para começar os treinamentos nos paredões indoors e depois sair com um instrutor, mas também é possível começar na rocha”, diz Alexandre Silva, proprietário da Casa de Pedra, empresa que organiza passeios para diversos pontos do Estado. Ele assegura que, se bem orientada, a escalada oferece menos riscos que o futebol. “Minha filha de 3 anos já escala”, diz Alexandre, adepto do esporte há 14 anos. Trekking Para os adeptos do trekking, caminhar é muito mais do que um meio de locomoção. Percorrer trilhas e estradas a pé já virou até modalidade de competição. É tanta gente aderindo à atividade que já foram criadas mais de dez entidades para promover e organizar torneios e divulgar o esporte, que também atende pelo nome de enduro a pé. Nas competições, as equipes recebem planilhas com indicações de tempo, distância e observações do trajeto. O percurso tem ruas, trilhas naturais, subidadas, obstáculos e descidas. Em pontos estratégicos há áreas para lanches, descanso e tempo livre. As equipes largam com intervalos de cerca de dois minutos. Os treinos costumam acontecer nos parques da cidade ou em caminhadas pelas ruas. Corrida de aventura Modalidade que virou febre a partir de 1989, quando foi criada pelo francês Gerard Fusil, a corrida de aventura é uma atividade cujas competições obrigam a misturar homens e mulheres nas equipes para evitar que a força física determine o resultado – é importante que o atleta também seja um estrategista. Muito popular no país de origem, na Austrália e na nova Zelândia, a corrida de aventura chegou ao Brasil em 1998. Exige preparo físico e psicológico, além de grande senso de grupo. Os acessórios básicos são apito, bicicleta, bússola, capacete, cobertor, faca ou canivete, kit de primeiros socorros, lanterna, light stick (bastão que brilha no escuro para sinalização à noite) e mosquetões para escalada e rapel. Montanhismo O montanhismo se baseia na travessia de montanhas, com ou sem o uso de equipamentos. Não é sinônimo de alpinismo – tem mais a ver com excursionismo, que nada mais é do que a convivência pacífica com ambientes naturais. No Brasil, a atividade é antiga e já era praticada, ainda que sem a denominação, pelos bandeirantes. Como esporte propriamente dito, o marco foi a conquista da Pedra da Gávea, no Rio. A partir daí, outros pontos como o Dedo de Deus e o Pão de Açúcar, também no Rio, foram conquistados. Os acessórios básicos são mochila impermeável, mapa do percurso, bússola, kit de primeiros socorros, lanternas, comida extra, roupa extra, fósforos (ou outro iniciador de fogo) e canivete. Recomenda-se que o esporte seja praticado a partir dos 12 anos, iniciando os trabalhos com treinamento de escalada. Escalada A escalada utiliza técnicas de montanhismo e exige força, disciplina e concentração. Quem pratica busca adrenalina, desafios e distância do estresse do dia-a-dia. Foi criada num inverno dos anos 70, na Ucrânia, quando um esportista colocou pedras na parede de seu quarto, pois o frio impedia de escalar as montanhas. Os amigos copiaram a idéia, que logo se espalhou pela Europa. Em 1985, na Itália, aconteceu o primeiro campeonato mundial em parede natural e dois anos depois foi numa parede artificial. O Brasil conheceu a atividade no final da década de 80. A Casa de Pedra é uma empresa especializada em escalada, tem paredão indoors de 14 metros e organiza cursos e saídas. Na unidade da Competition da Oscar Freire, há parede de escalada outdoors. Rapel O rapel aplica uma técnica de descida para transpor obstáculos como cachoeiras e prédios e conta com a ajuda de cordas e cabos. A palavra deriva do termo francês rappel e significa trazer, recuperar, e já é utilizada há anos por espeleólogos nas expedições em cavernas e por alpinistas. Equipamento em bom estado é fundamental para a segurança e ninguém deve se arriscar nesta atividade sem a orientação de um instrutor. O esporte já pode ser praticado a partir dos 8 anos por crianças com bom senso e alto nível de concentração e atenção. Em um clube de atletismo de San Diego, na Califórnia, em 1974, os instrutures deram aos atletas que saíam de férias uma planilha com exercícios de natação e ciclismo, para garantir que todos voltariam em forma aos treinos. Quanto retornaram, participaram do circuito com 500 metros de natação, 12 quilômetros de pedaladas e 5 quilômetros de corrida numa espécie de competição interna. A brincadeira agradou e virou modalidade esportiva com o nome de triatlo, que sofreu algumas modificações anos depois, ganhando 700 metros de natação no mar, ciclismo na avenida da praia e arredores com 15 quilômetros de distância e uma corrida de cross country de 4,5 quilômetros. Já o Ironman é um derivado de triatlo e nasceu no Havaí, em 1977. A prova tem 3,8 quilômetros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e 42 quilômetros de corrida. Pioneiro de coragem Os três primeiros brasileiros a encarar o Ironman do Havaí foram Carlos Dolabela, Marcos Ripper e Ronaldo Borges, em 1982, quando o evento já estava na sua quinta edição. Em território nacional, a primeira prova de triatlo seguindo as regras oficiais, a Triathlon Café do Brasil, foi em 1983, no Rio, quando Fernanda Keller ainda se chamava Fernanda Nunes. Hoje, as distâncias olímpicas da modalidade pedem 1500 metros de natação, 40 quilômetros de ciclismo e 10 quilômetros de corrida. Para quem se empolgou, a regra número um é buscar orientação profissional em assessorias esportivas, caprichando na natação. A prática da musculação acompanha os treinos. Como a atividade exige muito condicionamento físico, é fundamental ter paciência, não sair por aí por conta própria e sem preparação e saber que os melhores resultados serão obtidos com dedicação, persistência e disposição de treinar. Exames cardio-respiratórios são indispensáveis. | |